Brasil fecha o ano com crescimento de 1,12% e expectativas são positivas para 2020.

Após um último ano de incertezas e grandes mudanças no Brasil, 2019 se apresentou com expectativas positivas para o cenário econômico.  E o ano terminou com um resultado acima do esperado, com o PIB em 1,12%, de acordo com as estimativas do Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

De acordo com o doutor em ciência política e professor universitário, Bruno Pasquarelli, diversos fatores podem influenciar o crescimento do PIB, sejam eles internos ou externos. “Em 2019, tivemos a reforma da previdência, que com certeza deixou o mercado mais otimista, o aumento do consumo e de alguns setores da indústria. Ao mesmo tempo, questões externas como a guerra comercial da China com os Estados Unidos, a crise na Argentina, nosso terceiro maior comprador, dificultaram que o crescimento fosse maior do que o que tivemos”, explica.

O ano de 2019 registrou uma queda do setor industrial, mas nem todos os setores tiveram um rendimento abaixo do esperado. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o setor de manufatura, por exemplo, obteve um crescimento de 34%. Já os setores mais afetados foram os de extração, devido ao desastre da Vale em Brumadinho que ocasionou na paralisação do segmento de produção de minérios, com uma queda de 15%, o que acabou impactando no resultado da indústria.

Por quê o PIB não está crescendo?

Nos últimos anos, o PIB brasileiro enfrentou dificuldades para crescer expressivamente e, por hora, deve continuar assim. Pasquarelli explica que o cenário mundial era bem mais favorável nos anos anteriores, com a China crescendo 10% ao ano, e o Brasil conseguiu aproveitar esse momento, mas após a crise de 2008, as coisas mudaram.

“O cenário internacional influencia muito no crescimento do nosso PIB. Além disso, não houveram no Brasil políticas públicas no âmbito econômico para trazer mais investimentos ao país, como acordos, tratados, dar uma segurança maior ao investidor externo e isso é uma tendência histórica, não é de agora”, conta.

Além das influências externas, existe também o ambiente interno, que sofre grande influência da política, que anda sempre junto com a economia. “Pensando politicamente, o governo atual está perdido em algumas questões ideológicas e isso não traz segurança para o lado econômico”, aponta. O especialista também alerta que a América Latina, como um todo, está passando por momentos de instabilidade política, que afeta a estabilidade econômica.

Previsões para 2020

Também de acordo com o Boletim Macrofiscal, a projeção para 2020 é que o PIB cresça 2,40%, o que seria um bom crescimento comparado aos últimos resultados. E de acordo com especialistas, há grandes chances de que os números se confirmem. Existe um contexto propício de estabilidade nos países externos, como a resolução de conflitos, como o dos Estados Unidos com a China, e também maior controle das contas no contexto interno.

De acordo com pesquisas do IBGE e IPEA, para 2020 se espera um crescimento de 1,6% no setor industrial, impulsionado pelo aumento do consumo, além de políticas monetárias e menor taxa de juros. Ainda, segundo a mesma pesquisa, o setor de serviços deve crescer 2,2% e o consumo deve subir em 2,7%.

“O PIB é um indicador de muita importância, pois demonstra melhora na economia, fazendo com que a população invista mais. Ele também aumenta o incentivo em investimentos pela população brasileira, impulsionando o consumo e faz com que sejamos melhores vistos pelos investidores externos, que enxergam melhor o País”, conclui.

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Content Team

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