Também conhecida como geração Z, os Centennials formam o único grupo atual que não viu o mundo sem internet.

Ao longo dos anos, a sociedade passou por mudanças importantes que transformaram a maneira como ela enxerga o mundo e que influenciaram também no comportamento de consumo, seja de conteúdo, de compra, entre outros. Gerações, aliás, é um assunto recorrente, pois sempre vem acompanhado de debates sobre suas contribuições atuais no mundo. O estudo da vez é com a geração dos Centennials, o único grupo atual que não viu como era a vida sem internet.

Você pode imaginar como o pensamento e a visão destas pessoas sobre os acontecimentos são completamente diferentes das gerações anteriores.

História

O conceito de geração, aliás, é bem antigo. Sua primeira classificação aconteceu em 1927, e é de autoria do teórico Karl Mannheim, que acreditava que as gerações são definidas pelos fatores sócio históricos que os indivíduos de uma mesma idade e classe social compartilham.

“Classificar as pessoas por sua época de nascimento ajuda a compreender, em primeiro lugar, a juventude, que desde os tempos de Mannheim causa estranheza às gerações mais velhas, o que gera conflitos entre pais e filhos, por exemplo. No contexto atual, vimos a emergência de um discurso a respeito das gerações, principalmente no mercado de trabalho, quando pessoas que já tinham anos de carreira começaram a ter conflitos com a geração que estava ingressando no mercado”, explica a jornalista e pesquisadora que estuda gerações Daniele Motta.

Como é a nova geração?

Recentemente uma nova geração foi apresentada à sociedade: os Centennials. Segundo algumas classificações, os Centennials, ou geração Z, são as pessoas nascidas depois de 1997.

Esta tem sido bastante analisada e estudada pelo mercado, principalmente por seu comportamento de compra ser diferente das gerações anteriores. Segundo o relatório da consultoria de tendências Kantar, os Centennials já representam 32% da população brasileira e estão se tornando uma potência econômica com influência crescente nos gastos e na fidelidade às marcas.

O relatório também aponta que essa geração usa mais o smartphone em até 30% do que as pessoas com mais de 21 anos e passa até 35% a mais tempo em seus dispositivos durante o dia. Os Centennials na França, Reino Unido e EUA estão ainda mais ligados aos smartphones do que os Millennials: gastam 2,4 horas diárias em média contra média de 2,12 horas dos Millennials.

Outro ponto de destaque é que os Centennials não têm um forte apego a marcas, pois não hesitam em buscar alternativa em caso de experiências insatisfatórias; 62% não usam um aplicativo ou site que seja difícil de navegar e 63% usam bloqueadores de anúncios digitais.

Eles também são ouvidos pela família: cerca de 75% dos Centennials concorda que influenciam as decisões de gastos familiares, já que ajudam coletando informações sobre produtos, comparam avaliações e aconselham sobre o processo de compra.

O consumo e as gerações

Os hábitos de consumo vão mudando ao longo dos anos, e isso vem com muita influência da geração que está no centro do consumo. Este ano, por exemplo, algumas das tendências apontadas são consumo consciente e valorização do hiperlocal.

As novas gerações buscam empresas que possuam valores alinhados com suas expectativas e se sentem melhor ao consumir com propósito. Saber de onde vem seu produto, quem está fazendo e seu impacto na natureza também são pontos levados em consideração no momento da compra.

Veja mais detalhes sobre as tendências de consumo no artigo sobre as tendências apontadas pela Euromonitor.

No caso dos Centennials, eles são a única geração que não viu o mundo sem internet e isso muda completamente a forma como eles consomem, desde conteúdo, até grandes decisões de compra.

O que eles esperam de um produto ou de uma experiência também difere a maneira em como eles irão mudar o processo. Hoje em dia, não são mais as marcas que ditam o que as pessoas irão consumir, e sim as pessoas que mandam, em tempo real na maioria das vezes, o que e como desejam.

“Os centennials correspondem à geração Z, que é essa que está ingressando no mercado de trabalho agora. A sucessão de gerações sempre causa estranheza, sempre há um discurso de que a geração atual precisa tomar cuidado com a próxima, e isso pode causar diversos preconceitos. Essa geração já chegou em um mundo interconectado, digital, por isso estão ainda mais familiarizados às tecnologias. Mas se você for analisar bem, as semelhanças entre a geração Y e a geração Z são maiores do que as diferenças e é perfeitamente possível coexistir tranquilamente’, conclui Daniele.

Agora que você já conhece um pouco das novas tendências de consumo, veja como ela afeta a indústria cosmética no encontro do Talk SCIENCE. Você é profissional do setor? Venha nos encontrar e trocar muitos insights com os especialistas de mercado.

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