No final de 2019, a China passou a enfrentar um inimigo perigoso na saúde, o novo coronavírus: um agente desconhecido que desencadeou de casos leves a mais graves, como mortes. Em poucos meses, a Covid-19 se tornou uma preocupação mundial, pois se espalhou para vários países. Assim, passou a ser considerada uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Brasil, até o dia 29 de maio, havia mais 450 mil casos confirmados da doença e 27.276 mortes. Nesse contexto, marcado por problemas nas transações internacionais, como a importação de matérias-primas, e urgência na produção de uma vacina, qual o impacto do novo coronavírus na indústria farmacêutica?

Se você tem interesse em saber mais sobre esse assunto, acompanhe nosso post. Nesta leitura, vamos mostrar as soluções tecnológicas que têm trazido segurança para a produção do setor, como fica o controle do estoque nessa indústria, além das oportunidades com essa crise.

Quais tecnologias ajudaram o setor a trabalhar com segurança nessa crise?

O novo coronavírus trouxe mudanças em muitos negócios, exigindo adaptações como a adoção do home office. Entretanto, em muitos setores, para evitar o contágio da doença, houve paralisações das atividades e até fechamento de empresas.

Em relação à indústria farmacêutica, que não pode ter a produção interrompida, a continuidade das atividades mesmo com a Covid-19 só está sendo possível com o avanço da robotização na área.

A automação é necessária principalmente nos processos de fim de linha, como na armação das embalagens e na carga e descarga dos itens. Com o uso de robôs, além de garantir eficiência maior nos processos, não é preciso ter o contato entre os colaboradores, o que poderia colocar suas vidas em risco nesses tempos de pandemia.

A robotização tem se mostrado uma solução importante, principalmente porque muitas indústrias farmacêuticas trabalham em espaços mais reduzidos e com aglomeração das equipes.

Teletrabalho em ensaios clínicos

Para não interromper os ensaios clínicos nesse período em que pesquisadores e participantes cumprem o isolamento social, ganha força o teletrabalho. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) modificou os protocolos nesse processo, autorizando indústria, centros de pesquisas e patrocinadores a avaliarem se há métodos alternativos, como a realização de visitas utilizando a telemedicina.

Nos Estados Unidos e Europa foi adotada a mesma conduta, sendo que os serviços de pesquisas clínicas estão aumentando o monitoramento clínico remoto — com aplicativos para realizar medições a distância, por exemplo —, no lugar de utilizar o monitoramento presencial.

Nesse sentido, o novo coronavírus na indústria farmacêutica mostrou a necessidade da transformação digital em diversas áreas desse segmento, garantindo que a produção e outros processos funcionem normalmente mesmo com essa ameaça.

Qual foi o impacto do novo coronavírus na indústria farmacêutica em relação ao controle de estoque?

Com a pandemia da Covid-19, a indústria farmacêutica sofre pressão para produzir uma vacina contra a doença, fármacos mais eficazes e para garantir também o abastecimento normal de medicamentos.

Contudo, essa crise alterou a produção de matérias-primas — chamadas de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) — na China e na Índia, principais fornecedores da indústria nacional, trazendo uma preocupação para o segmento. Outra questão é que a própria Índia também se abastece dos insumos chineses, o que poderia afetar a produção brasileira.

Em 2019, por exemplo, o Brasil importou um total de 71,5 mil toneladas de medicamentos e produtos farmacêuticos, sendo 27% vindos da China, e 7,5% da Índia.

A boa notícia é que a indústria trabalha com ciclos de produção bastante longos, de até 180 dias, por isso houve um controle do estoque. Desse modo, a população e o setor de saúde não foram afetados até o momento pelo novo coronavírus.

Outros impactos negativos da crise mundial no setor foram o aumento do preço do dólar e o fato de grande parte das matérias-primas importadas, que antes chegava por transporte marítimo, com a pandemia passou a vir por transporte aéreo para agilizar o processo, elevando seus valores.

Acompanhamento da Anvisa

A Anvisa está trabalhando para antecipar e prevenir o desabastecimento de medicamentos. Dessa forma, publicou editais convocando os fabricantes sobre possíveis riscos na redução da oferta de fármacos e afirma que está avaliando todos os pedidos de excepcionalidade com agilidade.

Quais são as perspectivas de oportunidades com a pandemia para o segmento?

Apesar dos prejuízos econômicos em quase todos os setores da economia, a indústria farmacêutica não se abala, já que sua produção tem um papel importante para os governos, setor médico e hospitalar e também para a população.

Agora, mais do que nunca, surge a necessidade de inovação na criação de vacinas, medicamentos e tratamentos contra o novo coronavírus. Afinal, é preciso um controle da doença para evitar o isolamento social e a paralisação de diversas atividades, a fim de conter todo o impacto negativo para a economia.

Apesar da necessidade de criação rápida de fármacos para conter a infecção e todo o caos decorrente dela, o processo de desenvolvimento de um medicamento ou vacina, até chegar nos testes clínicos, leva bastante tempo. Por isso, há apostas na inteligência artificial para a criação de novos fármacos, visto que essa tecnologia pode ajudar na identificação de padrões, previsão de resultados e na agilidade de todo o processo.

Urgência de produção nacional de insumos

No Brasil, a pandemia pode servir de impulso para área farmacêutica avançar na pesquisa e inovação de produtos, mas sem a necessidade dos insumos (IFAs) vindos de outros países, ou seja, aproveitando a biodiversidade do país.

Dessa maneira, a indústria nacional poderia acelerar a inovação desde o início da sua cadeia de produção — o que se tornaria uma ação estratégica até mesmo diante da ameaça não só da Covid-19, mas de outras doenças que possam surgir.

A produção de medicamentos torna-se ainda mais importante nesse cenário de crise na saúde global. Sendo assim, o impacto do novo coronavírus na indústria farmacêutica nacional pode servir de incentivo para o investimento em P&D, fazendo esse ramo despontar internacionalmente.

Gostou de acompanhar o conteúdo deste post? Então siga nossas redes sociais e não perca nenhum material novo! Let´s talk!

Linkedin, Facebook e Instagram

Talk NMB
Content Team

Escreva um comentário