Mesmo diante da instabilidade econômica do Brasil, a indústria farmacêutica abre novas plantas e continua em constante ascensão no mercado econômico.

Na contramão de diversos setores da economia brasileira, o mercado farmacêutico vem despontando na lista de maior faturamento nacional. Para ter uma ideia, segundo o estudo da Sindusfarma sobre o perfil da indústria farmacêutica em 2018, fica claro que esse crescimento está relacionado ao aumento da expectativa de vida, maior preocupação com a saúde, avanços tecnológicos, crescimento no mercado de genéricos, gestão competitiva das indústrias, lançamentos, avanço da biotecnologia, fusões e aquisições, entre outros fatores.

A integração desses fatores resultou em um cenário favorável para o crescimento do setor. Dados da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) mostram que, no Brasil, o mercado farmacêutico teve um período de auge nos últimos dez anos, com crescimento médio acima de dois dígitos.

Nesse contexto, o mercado brasileiro atingiu R$ 62 bilhões em 2015, o sétimo maior mercado mundial. Mesmo com perspectivas estáveis para a economia brasileira, dados das principais consultorias internacionais ainda estimam crescimento de 7,9% a.a. entre 2015 e 2020 para o segmento de varejo.

Crescimento da indústria farmacêutica

Falando sobre o crescimento do mercado no país, um estudo feito pela Interfarma revela que o Brasil subiu duas posições no ranking global, tornando-se o sexto maior mercado farmacêutico do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.

Saiba como está a competição no mercado farmacêutico brasileiro

O aumento da capacidade produtiva, abertura de novas plantas, estratégias de internacionalização e números de crescimento positivo divulgados pela indústria farmacêutica colaboram para a formação desse mercado em constante ascensão.

Abertura de novas plantas

Para o setor continuar com o crescimento acelerado, além de investimentos sólidos, é perceptível que as empresas seguem gerenciando fatores que influenciam significativamente no cenário industrial, como a abertura de novas plantas dentro e fora do país.

A Biolab Farmacêutica, laboratório com capital 100% nacional, investirá R$ 450 milhões em um moderno de complexo industrial para produção de 200 milhões de unidades/ano de várias classes de medicamentos, em Pouso Alegre, Sul de Minas Gerais.

O investimento deve ser concluído em quatro anos e a expectativa inicial é gerar 800 empregos diretos. Como explica Cleiton Castro Marques, CEO da Biolab, “o complexo de Pouso Alegre atenderá não apenas o mercado interno, mas também estará preparado para o atendimento dos mais exigentes mercados internacionais, como Estados Unidos e União Europeia, entre outros”.

Aproveitando o aquecimento do mercado, a Aché Laboratórios Farmacêuticos também entrou, com um investimento de R$ 500 milhões, na construção de sua unidade em Pernambuco, a quarta planta no País e a primeira no Nordeste. A seção deverá dobrar a escala da empresa no Brasil, com a produção de 700 milhões de caixas de medicamentos por ano.

Aumento da capacidade produtiva

Devido a mudança do perfil epidemiológico do país, envelhecimento da população e pela crescente incidência de doenças crônicas não transmissíveis, a população brasileira está buscando cada vez mais pelos produtos farmacêuticos, assim como as empresas vem investindo em pesquisa e desenvolvimento para tratamento de diversos casos.

A Hipolabor, por exemplo, espera um aumento de 50% para a linha de medicamentos injetáveis e de 100% na linha de comprimidos, ou seja, o aumento dessa capacidade produtiva evolui para mais contratações e a expectativa de aquecimento no setor e no mercado de trabalho da região.

“Serão investidos cerca de R$ 50 milhões em expansão da fábrica e R$ 20 milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D)”, completa Renato Alves, presidente da empresa.

Estratégias de internacionalização

Em um cenário de globalização, hoje empresas veem na projeção global uma oportunidade para expandir mercados e encontrar soluções inovadoras. O interesse em expandir os negócios também chega para a indústria farmacêutica, que vê da internacionalização uma estratégia para expansão de suas fronteiras, para atender aos mercados estrangeiros.

A Biolab inaugurou em outubro de 2017, o seu primeiro Centro de Pesquisa & Desenvolvimento, em Mississauga (Toronto, Canadá). A unidade recebeu investimentos iniciais de 56 milhões de dólares canadenses e será o coração do processo de internacionalização da empresa, especialmente para os mercados mais importantes do mundo, como Estados Unidos, Canadá e União Europeia.

“Essa nova estrutura da Biolab Canadá representa o nosso passo mais importante rumo aos mercados mais regulados e exigentes do mundo, como América do Norte e Europa. Com este centro de pesquisas, avançamos com segurança e firmeza em nosso planejamento estratégico de posicionamento global da empresa”, explica o CEO Marques.

Mais do que importação de produtos, o processo de internacionalização da indústria farmacêutica nacional eleva o potencial do mercado brasileiro para outros países, além ganhar agilidade nas pesquisas e desenvolvimento de novas moléculas e tecnologias.

“Até agora, os laboratórios farmacêuticos nacionais eram importadores de tecnologias. Com esse investimento, abrimos uma janela para mudar o status da Biolab no cenário internacional, com o desenvolvimento de produtos para fornecimento global e trabalho em sinergia com o Centro de P&D que temos no Brasil”, complementa Dante Alario Jr., CSO da Biolab.

A vantagem é de muito mais celeridade em várias pesquisas já em andamento, que passarão a ser realizadas em países de primeiro mundo. A Biolab é a primeira empresa 100% nacional a ter um centro de pesquisas no exterior.

Este e outros debates relevantes da indústria farmacêutica serão apresentados no encontro do Talk SCIENCE, que acontece de 21 a 23 de maio de 2019, no São Paulo Expo. Você é um profissional do setor e gostaria de se atualizar sobre as novidades do mercado brasileiro e internacional? Venha para nosso encontro!

Expectativas de crescimento

A indústria farmacêutica hoje se encontra em um solo fértil com alto potencial de florescimento para colher bons frutos financeiros no futuro. Só em 2018, a Hipolabor cresceu 15% e a previsão para 2019 é de um crescimento de 20%, segundo a empresa.

Nesse sentido, cada indústria está desafiada, portanto, a decidir se pretende investir cada vez mais para aproveitar as demandas positivas que o mercado oferece para aplicar e obter sucesso. Fique sempre de olho nas movimentações e aberturas de novas plantas!

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