É bem provável que você já tenha ouvido falar em economia colaborativa. E a logística compartilhada é uma delas, veja como isso afeta a sua indústria!

O conceito de economia colaborativa está em crescimento e abrange uma série de segmentos e áreas de negócios. Um deles é a logística compartilhada, que ainda está em fase experimental no mundo todo, mas tem tudo para crescer de maneira significativa.

Os motivos são variados. O principal é a redução de custos. Como companhias com interesses comuns dividem os caminhões, os produtos e os serviços se tornam mais acessíveis para empresas e consumidores. No entanto, existem outras vantagens, desde que a ideia seja aplicada de maneira precisa.

Devido à importância desse assunto, neste artigo vamos explicar o que é esse conceito, seus benefícios e como aplicar na indústria. Confira!

O que é logística compartilhada?

A logística compartilhada prevê a coparticipação de recursos por empresas com os mesmos interesses e necessidades, a fim de reduzir os custos de produtos e serviços. No Brasil, esse conceito ainda está em fase experimental, mas está mais avançado na Europa e nos Estados Unidos.

Um exemplo simples para entender essa ideia é o de uma empresa que oferece hospedagem por meio de aplicativo. Nesse caso, você compartilha a casa ou quartos com outras pessoas para obter ganhos econômicos, de praticidade e comodidade. Com a logística de cargas, a prerrogativa é a mesma.

A existência de um aplicativo ajuda na economia da carga vazia porque há uma ligação entre a necessidade e o caminhão disponível na região. Com isso, os motoristas conseguem ampliar a carga de retorno. No Brasil, ainda há benefícios para o capital de giro das empresas, já que o frete continental tem valores muito elevados.

Nesse contexto, existem duas frentes principais:

  1. transporte: o custo das operações é mais baixo porque é evitada a ociosidade da carga, geralmente derivada da distribuição inadequada das cargas, excesso de oferta de veículos e uso inapropriado das tecnologias;
  2. operadores logísticos: a eficiência é percebida no transporte e em outras áreas, como o compartilhamento de espaços nos centros de distribuição. A consequência é melhor alocação de mão-de-obra e diminuição de gastos com espaços vazios ou mal aproveitados.

Com todos esses benefícios, há menos problemas com a consolidação da carga — um dos principais atualmente. Por meio de softwares e aplicativos, você tem facilidade para preencher todo o caminhão, caso ainda tenha espaços vazios.

Ao mesmo tempo, existem indústrias que verificaram aquelas que têm fluxo sentido norte e outras sentido sul, com o objetivo de baratear o frete para ambas as empresas. Dessa forma, há a otimização do uso dos veículos — como trens, caminhões e navios — com ida e volta.

Esse assunto é tão relevante que esse tipo de logística se tornou o grande tema da Logitech Science. Esse cenário ainda mostra que o mercado tem muito a crescer. O objetivo é a consolidação das cargas para aumentar a velocidade, em vez de ficar esperando o caminhão chegar de longe para encaixar produtos e serviços. Assim, a empresa recorre a um que esteja mais próximo e a um custo menor.

Quais são as vantagens da logística compartilhada para a indústria?

O Brasil ainda está bastante concentrado na malha rodoviária. O uso para escoamento de mercadorias chega a 75%. Apesar dessa preferência, esse é um modal de transporte mais caro em comparação aos outros. Sua vantagem é a rapidez e o fato de coletar e entregar a carga até o final — diferentemente de trens, barcaças e navios.

Ao trabalhar a logística compartilhada, os custos são reduzidos e há possibilidade de contar com o transporte multimodal para fazer trocas rápidas de cargas. Os aplicativos funcionam da mesma forma, pois dependem de informação, da capacidade de saber quem está transportando para onde, quais são os meios para fazer a consolidação e realizar a entrega o mais rápido possível e com menos gastos.

Por exemplo: se você tem distâncias longas, como São Paulo – Manaus, é muito melhor usar uma cabotagem, porque prevê o menor custo por quilômetro transportado. A ferrovia está em segundo lugar, mas é viável em trechos acima de 500 km. Em trajetos mais curtos, não compensa fazer essa transferência de carga porque fica mais caro e demorado.

Nesse cenário, fica claro que a logística compartilhada pode ter a intermodalidade como auxílio. Esse é um benefício grande para alguns setores, como o da indústria farmacêutica, em que há muitos desafios devido aos valores dos produtos, alta dispersão de entrega, descentralização e necessidade de rastreamento.

As modernas tecnologias — como blockchain e Internet das Coisas (IoT) — contribuem para esse processo. Ao ingressar na transformação digital, o gestor tem a chance de identificar o que é oferecido no mercado, como esse contexto se adapta ao seu produto e a forma de torná-lo mais competitivo em todas as fases de transporte. É dessa maneira que diferentes benefícios são conquistados. Veja!

Redução de custos com transporte

A redução de custos é um dos objetivos do compartilhamento na logística. Segundo Martin von Simson, da Guia Marítimo, “em logística temos duas vertentes a serem otimizadas sempre: tempo e custo. Ou seja, o tempo de coleta e entrega e o custo para fazer esse processo, principalmente agora com boa parte das vendas online, quando uma série de empresas operam com isso”.

Esse aspecto é relevante para todas as empresas, mas ainda mais válido para negócios específicos, como o farmacêutico. Nesse caso, 30% do valor do produto está na logística — e se o negócio não for competitivo nesse aspecto, terá dificuldades de angariar vantagens no produto final.

Diminuição de gastos com armazenamento

Os gastos diminuem com o transporte, mas também com o armazenamento de produtos. A logística na economia colaborativa engloba caminhões e armazéns com informações transparentes e descentralizadas, a fim de facilitar o compartilhamento. Assim, em vez de ficar com 20% de espaço ocioso, a empresa fecha parceria com outra, que tem a necessidade de guardar as mercadorias.

Essa questão é um benefício grande para empresas que trabalham com vendas online. Em vez de investir em grandes centros de distribuição, você descobre qual produto está mais perto do usuário e deixa de lado a necessidade de manter um estoque enorme. No futuro, ainda será possível trabalhar com criptomoedas e fazer menos transações bancárias, inclusive para a logística reversa.

Agilidade dos processos

A revolução proporcionada pela logística compartilhada muda vários processos de negócios. A empresa tem mais flexibilidade tanto no transporte quanto no armazenamento. Um exemplo é ter uma carga para transportar do ponto A para o B, com armazenagem incluída. Essa situação requer os pontos de transferência e as informações compartilhadas.

Ao mesmo tempo, a segmentação dos transportes e as possibilidades existentes devido à tecnologia geram a otimização dos sistemas e a colocação de diferentes tipos de carga para realizar uma coleta total. Desse modo, as entregas são facilitadas pela organização dos trajetos e é alcançada a redução de custos.

Como a logística compartilhada pode ser aplicada à indústria?

As aplicações da logística compartilhada são variadas. Já existem muitos casos funcionando no mercado, apesar de essa abordagem ainda precisar de aperfeiçoamento. De toda forma, é um quesito de vantagem competitiva. Por isso, uma empresa líder global no setor já coloca essa ideia em prática, enquanto um grupo internacional de e-commerce investiu 1,6 bilhão de dólares em softwares somente neste ano.

Como fica no seu negócio? É o que veremos agora, a partir de alguns exemplos. Acompanhe!

Logística reversa

O processo de logística reversa é facilitado e menos custoso com o compartilhamento, já que o custo total da rota é dissolvido entre uma ou mais empresas e o caminhão não volta vazio para a base. Da mesma forma, há a viabilização do descarte apropriado dos resíduos, a reutilização de materiais — a exemplo de embalagens de bebidas e reciclagem de itens — e outros critérios.

Centros de distribuição compartilhados

Esse formato de logística exige uma grande mudança nos formatos dos centros de distribuição. A tecnologia tem o papel de favorecer o compartilhamento de informações, o que leva a uma redução de estoque. Assim, de grandes espaços há a modificação para pequenos depósitos ou uma velocidade mais rápida de transporte. Essa é uma estratégia mais eficiente para entrega de mercadorias porque não são necessários grandes investimentos em mão de obra e infraestrutura.

Contratação de transporte

As empresas não precisam de uma frota própria e conseguem contratar transportadoras e centros de distribuição com os mesmos objetivos. Com isso, é mantida a qualidade do transporte e do armazenamento. Por exemplo, cargas que exigem refrigeração, como as farmacêuticas, têm a qualidade mantida, sem prejuízos ao consumidor ou ao seu negócio.

Em suma, a logística compartilhada é uma ideia interessante para implementar um novo modelo de negócio, reduzir custos e conquistar competitividade. Com as tecnologias, a tendência é a consolidação desse cenário e a contínua quebra de paradigmas.

Então, que tal compartilhar este texto nas suas redes sociais e aproveitar o momento atual?

Let’s Talk!

 

Talk NMB
Content Team

Escreva um comentário