Mesmo com regulamentação incerta, a nanotecnologia na indústria da Cannabis está colaborando com o tratamento de enfermidades que acometem cidadãos do mundo inteiro.

Aos que acompanham os avanços da indústria farmacêutica, deve saber que a aplicação da nanotecnologia na indústria da Cannabis levará ao desenvolvimento de produtos e terapias avançadas, gerará dados clínicos significativos e, assim, acelerará a aceitação dos canabinóides como um tratamento viável para uma variedade de condições.

O desenvolvimento de novas tecnologias e estudos usando a substância nem sempre é fácil, depende de diversos fatores regulatórios para chegar ao seu objetivo final. No Brasil, por exemplo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), deve liberar o uso da Cannabis para tratamento de saúde no País, porém a decisão ainda segue em aprovação e levanta discussões.

O executivo Sergey Mortin, CEO da Purileaf, apostou em seu profundo conhecimento na indústria farmacêutica para desmitificar a ideia do uso do cannabis para tratamento de doenças, e usar a nanotecnologia a favor de suas pesquisas.

“Trabalhamos em cima dos chamados nanocorpos, nanoemulsão e nanoencapsulamentos para que o tratamento possa atingir apenas as células doentes, fazendo o uso correto do cannabidiol extraído”, explica.

A partir de diversos processos públicos envolvendo o uso e plantio da Cannabis, Sergey viu uma oportunidade de erradicar o uso primitivo da substância. Segundo o pesquisador, cerca de 57 países já têm uma legislação sobre cannabis no mundo. “O potencial da nossa pesquisa é chegar em um ponto correto da doença, sem que o cannabis interfira em outros órgãos. Por exemplo, um tratamento bucal ou tratamento ocular realizados de forma direta”.

A Purileaf é uma empresa de processamento de maconha com licença federal no Canadá, que empregam metodologias líderes para extração, purificação e isolamento de canabinóides. Durante a palestra, ele explicou que antes de abrir seu negócio, percebeu que muitas empresas já plantavam a maconha, porém tinham dificuldades em extrair o cannabis para uso medicinal.

Cerca de 344 bilhões de dólares distribuídos no mercado mundial são de produtos com cannabis. Para ter uma ideia, a indústria de vinho, TV e cinema movimentam menos dinheiro do que o mercado de cannabidiol no planeta.

“Os números são impressionantes, por isso a união da nanotecnologia com a cannabis resultará em uma medicinal real, daquelas que muitos precisam”, completou.

A palestra foi realizada durante a abertura do 6º Congresso Analitica, que acontece na feira Analitica Latin America nos dias 24, 25 e 26 de setembro, no São Paulo Expo.

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