Inovação é o principal motor que impulsiona qualquer criação. É dela que as ideias revolucionárias e impactantes surgem, inclusive, para produtos que transformam o mundo — e isso também é verdadeiro para a indústria farmacêutica.

Neste post, mostramos a extrema importância da pesquisa clínica para a indústria farmacêutica. Com exemplos reais, falaremos como esses estudos favorecem a inovação e, sobretudo, o descobrimento de novos medicamentos, impactando o setor positivamente. Acompanhe!

Como está o investimento em inovação na indústria farmacêutica no Brasil?

Segundo o ranking nacional “Valor Inovação Brasil 2018”, os laboratórios farmacêuticos são o segundo setor que mais investe em inovações no Brasil — uma posição de fazer inveja dentre os outros integrantes dos 21 setores do ranking. A área apresenta o maior investimento da receita líquida em atividades de pesquisa e desenvolvimento, no qual se inclui a pesquisa clínica na indústria farmacêutica.

Salientamos que inovação é a principal prioridade nas estratégias de 62% das empresas farmacêuticas e que os incessantes esforços pela criação de novas moléculas e medicamentos, seguida da condução de estudos clínicos — para validar tais descobertas —, levam o segmento a investir em pesquisa clínica e desenvolvimento um valor superior a 5% do seu faturamento anual.

O que é pesquisa clínica em indústria farmacêutica?

Por se tratar do desenvolvimento de medicamentos — ativos que estarão em contato direto com toda a parte interna do nosso organismo (biologicamente e bioquimicamente falando) — a realização de diversos estudos, sempre divididos em fases, é necessária antes do lançamento de um medicamento.

Fase pré-clínica

Começa pela invenção de um novo ativo biológico, passa por testes in vivo (laboratoriais) e termina com os testes em animais.

Fase clínica

Na pesquisa clínica propriamente dita, as moléculas pré-selecionadas são avaliadas em seres humanos. Aqui, os estudos são elaborados para investigar três importantes efeitos:

  1. farmacodinâmicos (efeitos das substâncias nos organismos);
  2. farmacológicos (a ação do fármaco no local onde o fármaco interage);
  3. clínicos (a ação terapêutica do medicamento em estudo).

Além disso, são analisados, na seguinte ordem, os mecanismos de:

  • absorção do fármaco/substância pelo organismo;
  • sua distribuição (no interior do organismo);
  • seu metabolismo (pelo organismo);
  • sua excreção da droga com potencial terapêutico em estudo.

Essas análises são cruciais para definir o grau de eficácia e segurança desse fármaco inovador.

Qual é a importância da pesquisa clínica para a indústria farmacêutica?

Acelerar a entrega de novas terapias medicamentosas para melhorar a saúde dos pacientes e impulsionar o crescimento do setor industrial na área farmacêutica são os maiores objetivos da pesquisa clínica.

Quem atua nesse meio — quer seja como cientista, quer seja em setores adjacentes, inclusive no de marketing — deve saber que a prática clínica em saúde precisa ser pautada nas melhores evidências disponíveis, sempre geradas por meio de ensaios clínicos bem elaborados.

Para elucidar o valor desses testes, citamos dois exemplos, a seguir.

  1. Experiência pessoal

O exemplo de Deborah Bruce, gerente da Training Academy, em uma entrevista à própria Academia refletiu sobre a importância dos ensaios clínicos citando uma vivência pessoal.

Ainda que seja apaixonada pela área de pesquisas desde a graduação, o ponto culminante em sua carreira foi quando dois fármacos nos quais ela trabalhava receberam aprovação de marketing de uma agência reguladora.

Isso porque ambos os medicamentos são amplamente prescritos — o que deixa orgulhosos todos do setor de Life Science e da tecnologia em prol da indústria farmacêutica — ajudando muitos pacientes. Nas palavras dela:

É extremamente gratificante saber que ajudei a ampliar e a melhorar a qualidade de vida de muitos pacientes. Quando considero que apenas 1 em cada 10 substâncias que entram em ensaios clínicos conseguem aprovação de agências reguladoras, sinto-me extremamente privilegiada por ter tido essas oportunidades.

  1. Resultados para a indústria farmacêutica

Investimento

E para o ramo industrial farmacêutico como um todo que a importância pode ser traduzida, também, pelo valor de investimento, que beira os 20% — bastante expressivo se comparado, por exemplo, à indústria automobilística, que não chega a 5% (dados de 2001).

Exemplificando, a gigante farmacêutica Pfizer, por exemplo, investe quase 8 bilhões de dólares em Pesquisa e Desenvolvimento — lembrando que esse tempo dura cerca de 15 anos de estudo.

Confiabilidade

É inegável que quanto mais pesquisas são realizadas, maiores são as chances de uma droga ser bem-sucedida nos testes finais, ser mais rapidamente aprovada para o uso da população e apresentar menores efeitos adversos pós-testes e pós comercialização.

Isso não é impossível de acontecer e deve ser comunicado por profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos), sempre que um paciente os relatar, a um canal da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) — o Notivisa.

Mencionar tal meio de comunicação ressalta a importância da realização de pesquisas clínicas com novas ferramentas que minimizem tais questões relacionadas a medicamentos que já estão no mercado.

Como novas iniciativas impulsionam pesquisas clínicas?

As empresas farmacêuticas já perceberam que modernizar os ensaios clínicos, tanto de forma independente quanto em parceria mútua, impacta positivamente o panorama dos estudos clínicos.

Inovações tecnológicas

As inovações tecnológicas, por exemplo, tornam os testes mais eficientes, podem diminuir o tempo de estudo, além de resultar em dados mais ricos e precisos. Já as ferramentas eletrônicas favorecem a logística, a comunicação com os pacientes dos testes clínicos e a geração de relatórios com dados sobre os resultados.

Esses fatores são cruciais para a melhor fluidez de todas as fases da pesquisa. Abaixo três exemplos de recursos eficientes.

Rastreamento de medicamentos

Um exemplo em tecnologia digital é a plataforma iSTEP (Integrated Smart Trial & Engagement Platform), que, por meio de scanners, favorece a rastreabilidade da chegada e devolução dos kits de medicamentos, além de enviar informações personalizadas aos pacientes, como instruções sobre alterações de dosagens e tutoriais em vídeo, que antes vinham em forma de livreto.

Rótulos eletrônicos

Os rótulos de medicamentos eletrônicos são feitos no idioma escolhido pelo paciente e atualizados imediatamente. Com isso, os pacientes são rapidamente informados sobre alterações no protocolo que ocorrerem no decorrer do estudo.

Monitoramento da administração dos fármacos

O “eAdherence”, da Janssen, monitora a adesão do paciente à medicação usando blisters (cartelas) que detectam e registram digitalmente quando um comprimido/cápsula é removido dela. Esse recurso permite aos profissionais de saúde o rastreamento do correto uso do medicamento, quanto ao horário de administração bem como o não esquecimento de seu uso.

Lembretes aos pacientes

Já o eCommunication traz informações personalizadas a cada paciente pelo celular, com lembretes e vídeos mostrando como tomar os medicamentos, além de permitir aos usuários que relatem possíveis eventos adversos.

Com tudo o que foi mostrado, ficou claro que as inovações em pesquisa clínica na indústria farmacêutica trazem grandes avanços para o setor e a tendência é que sejam cada vez maiores.

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