O setor farmacêutico vem expandido suas atividades e complexidades em decorrência do advento da tecnologia aliada às buscas científicas mais aprimoradas.

Além disso, a velocidade de incorporação das tecnologias e das condutas diferenciadas aumentou consideravelmente, permitindo a aplicação, em poucos anos, de estratégias impensadas em épocas anteriores. Com isso, o setor farmacêutico está mais aquecido e direcionado aos interesses clínicos, gerenciais e econômicos, além de proporcionar soluções inovadoras que destaquem a empresa das demais.

Por isso, conhecer as principais tendências para 2019 é tão importante quanto manter as ferramentas efetivas já existentes. Vejam, a seguir, quais são os avanços esperados para o setor farmacêutico em 2019. Boa leitura!

Panorama do cenário atual

O mercado brasileiro de medicamentos movimentou R$56,80 bilhões, em 2017, com um crescimento, em reais, de 11,73% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o IQVIA, instituto americano de pesquisa da indústria farmacêutica, antiga IMS Health e Quintiles. Isto representa, aproximadamente, 2% do mercado mundial, o que torna o Brasil o 8º país em faturamento no ranking das vinte principais economias. Na América Latina, está em primeiro lugar, na frente do México (US$ 5,4 bilhões) e da Argentina (US$ 5,4 bilhões).

Outro dado interessante que ganhou destaque na pesquisa foi o crescimento de um segmento específico que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado farmacêutico nos últimos anos. Em 2017, os medicamentos genéricos foram responsáveis por 13,2% do faturamento, nas vendas de medicamentos das farmácias, e 32,5% das unidades vendidas.

Inovações para o ano vindouro
Rastreabilidade de medicamentos

A possibilidade de entender a rota dos medicamentos desde o momento da fabricação até o consumidor final é algo muito importante e exigido pelos órgãos fiscalizadores. Até 2022, toda a indústria farmacêutica no Brasil deve estar em conformidade com a lei de rastreabilidade de medicamentos, aprovada em 2016 e regulamentada no ano passado pela Anvisa. Atualmente, o projeto está na fase piloto.

Algumas indústrias farmacêuticas já adotaram o código de barras na embalagem, capaz de registrar todos os processos do produto, desde o chão da fábrica até a entrega para o consumidor final. Todos esses dados ficam armazenados no Sistema Nacional de Controle de Medicamentos. Com a aproximação da fase de implantação do projeto, surgem novas oportunidades de negócios para empresas de softwares e logística.

Uso expressivo da nanotecnologia

As ferramentas da nanotecnologia possibilitam mapear alterações patológicas no organismo, efetuam intervenções terapêuticas, como auxílio da robótica, e monitoram os padrões para fins de acompanhamento clínico.

Além disso, a nanotecnologia já está sendo incorporada aos procedimentos clínicos e medicamentosos cotidianos, o que contribui para diagnósticos objetivos e intervenções precoces.

Exemplo disso são os nanochips que serão introduzidos durante um exame e fazem marcações ao longo de sua trajetória, ao mesmo tempo em que armazenam informações clínicas cruciais para o prognóstico do paciente.

Advento da farmacogenética

Trata-se de uma ciência que identifica os polimorfismos genéticos de relevância terapêutica e como eles impactam no estado clínico do paciente. Isso porque a característica genética do indivíduo traz muito mais informações do que a cor dos olhos e o tipo de cabelo, por exemplo.

Após um exame farmacogenético é possível identificar os indivíduos mais sensíveis ou mais resistentes a uma terapia farmacológica e readequar seu tratamento em virtude desses dados individuais.

Uma das formas de mensurar isso é por meio da caracterização dos polimorfismos, tais como os que influenciam na efetividade da varfarina, tacrolimus, sinvastatina, entre outros. Aqueles indivíduos com maior atividade das enzimas metabolizadoras desses medicamentos necessitam de ajustes de dose se comparados a um paciente que tem a taxa de metabolização fisiológica mais baixa.

Automação em foco

O processo de automação tem o propósito de aperfeiçoar algumas atividades e direcionar os profissionais para tarefas mais complexas. No setor farmacêutico, essa tendência é ainda mais forte em 2019.

Nas drogarias, por exemplo, uma das formas de implementar a automação é por meio dos dispensadores automáticos, elaborados nos mesmos moldes de uma máquina de snacks ou bebidas não alcoólicas.

Estão disponíveis nessas máquinas apenas medicamentos isentos de prescrição, e mediante a solicitação do usuário é possível obter o produto e efetuar o pagamento, reduzindo drasticamente o tempo de permanência daqueles que somente desejam esse item. Você sabia que os medicamentos sem prescrição médica podem começar a ser vendidos em outros estabelecimentos comerciais, além das farmácias? Veja neste conteúdo!

Já na indústria e nas fábricas, com a automação, trabalhos humanos mais braçais tendem a ser substituídos por máquinas inteligentes, capazes de realizar o trabalho com alta precisão, segurança e sem burocracia, além do tempo de entrega mais eficaz. Sistemas de inteligência artificial também estão conquistando seu espaço ao proporcionar análises profundas e inteligentes que ajudam na redução de custo e otimização de serviços.

Veja este conteúdo sobre as tendências da indústria 4.0!

Aplicação da computação quântica

Um computador quântico tem a capacidade infinitamente superior aos modelos tradicionais no que se refere ao processamento, à capacidade de armazenar e interligar informações relevantes. Sua aplicação no setor farmacêutico é interessante para reduzir o tempo de desenvolvimento e à monitorização de produtos.

Uma das aplicações de grande valia está relacionada à compilação das substâncias químicas em estudo com potencial valor terapêutico. Mediante análises estatísticas pertinentes e o cruzamento dos resultados será possível concluir qual substância terá maior probabilidade de se tornar um medicamento.

Sendo assim, o processo para obtenção final do medicamento, que normalmente percorreria em torno de 10 anos, será reduzido significativamente, facilitando seu lançamento no setor farmacêutico e garantindo o retorno financeiro do valor investido nas pesquisas de isolamento dos princípios ativos.

Um dos casos de grande relevância atualmente é sua aplicação no processo de fabricação de quimioterápicos antineoplásicos, devido à demanda por novos produtos com menor risco de rejeição e maior efetividade para tratamento oncológico em órgãos mais resistentes aos fármacos.

Uso do Bigdate

A ferramenta Bigdate pode ser conceituada com um grande banco de dados que compila informações dos diversos campos de interesse. O acesso e a interpretação dessas informações são de fundamental importância nos dias de hoje.

A aplicação do Bigdate na saúde revelará resultados sobre o perfil do consumidor no setor farmacêutico associada ao poder de compra desses indivíduos e linkados aos principais comportamentos das famílias.

Dessa forma, o cruzamento das informações proporcionará a realização de atendimentos personalizados e a incorporação de novas demandas com o intuito de satisfazer as principais queixas desses indivíduos.

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