Veja as tecnologias da indústria cosmética, se prepare para o futuro e não perca as oportunidades de negócios.

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) mostram o dinamismo do setor — cerca de 30% de seu faturamento é oriundo de lançamentos, ou seja, em seis anos o portfólio do segmento muda em 100%. No Brasil, é o segundo setor que mais investe em Pesquisa & Desenvolvimento.

São números que revelam as novas tecnologias da indústria cosmética — seja na produção e extração de matérias-primas naturais, seja na ação do produto na pele. Esses aprimoramentos vêm atender à exigência dos consumidores e também a uma produção mais sustentável.

Quer conhecer as tendências tecnológicas do setor cosmético? Acompanhe nosso post e descubra as principais inovações.

Tendências tecnológicas para a indústria cosmética

A inovação da indústria cosmética busca oferecer uma experiência personalizada aos consumidores. Segundo Vinicius Bim, especialista em inovação no segmento de cosméticos da BASF para a América do Sul, a customização em massa e o crescente uso de tecnologia são os caminhos seguidos pelo setor.

Ele destaca o aumento expressivo do uso de realidade aumentada, com aplicativos que sugerem novos produtos, como dispositivos que tratam a pele e o cabelo em casa ou que customizam cosméticos nos pontos de venda e atendem ao anseio por personalização.

“Nossa divisão de biotecnologia identificou, há alguns anos, 3 fortes tendências para os cosméticos nos anos subsequentes. Começaremos a ver cada vez mais produtos explorando claims relacionados ao microbioma, que promovem benefícios por meio da sinergia com a microflora presente na pele; a epigenética, com tecnologias que atuam em mecanismos que envolvem o DNA ou micro RNA; e os produtos de origem vegetal, extraídos da natureza por processos inovadores”, revela.

Este e outros debates relevantes da indústria cosmética serão apresentados no encontro do Talk SCIENCE, que acontece de 21 a 23 de maio de 2019, no São Paulo Expo. Você é um profissional do setor e gostaria de se atualizar sobre as novidades do mercado brasileiro e internacional? Venha para nosso encontro!

Preocupação ambiental

Aliás, as tecnologias da indústria cosmética estão fortemente relacionadas a uma produção mais sustentável. “Para o mercado, percebemos uma busca muito forte por cosméticos éticos, que não utilizem produtos de origem animal ou testados em animais, assim como produtos de origem natural ou orgânicos”, comenta Bim.

Os cosméticos verdes — feitos a partir de matérias-primas naturais, que seguem princípios de sustentabilidade e de proteção animal — estão em alta. “Consultorias internacionais estimam que esse mercado movimente 22 bilhões de dólares até 2024. Inclusive, no Brasil, temos visto surgir uma série de lançamentos para atender a demanda crescente por produtos naturais”, comenta o especialista.

Ganha destaque também a utilização de derivados do óleo de palma de fonte confiável e sustentável ou produtos que não utilizem ingredientes que causem impacto na vida marinha, por exemplo. Sem contar a discussão envolvendo a eliminação de micropartículas plásticas sólidas que surgiu na Europa e se tornou um compromisso por aqui. As empresas de higiene pessoal e cosmética se comprometeram a eliminar o uso em seus produtos até 2021, substituindo por opções biodegradáveis.

Big Data para entender o consumidor

A indústria pode se valer ainda do Big Data para conhecer as preferências e hábitos dos consumidores e, assim, entender as tendências.

Um exemplo disso são os cosméticos veganos, que devem ganhar destaque de acordo com Bim. “Realizamos um estudo com a Spume, uma startup de estudos de comportamento humano por meio de Big Data, e descobrimos que o potencial número de consumidores de produtos veganos e naturais seria similar ao de consumidores de cerveja. As pessoas, mesmo não veganas, acabam influenciadas por esse posicionamento e seguem seus hábitos de consumo”.

O especialista explica que existe uma série de soluções aplicáveis a esse tipo de produtos. “Na Europa, por exemplo, os testes em animais foram banidos há vários anos e todos os lançamentos seguem este protocolo”.

Inteligência artificial

Bim revela que na BASF a inteligência artificial já é utilizada há bastante tempo — principalmente no desenvolvimento de ferramentas para atender os clientes. “Estamos comemorando, em 2019, 20 anos do lançamento de uma ferramenta digital de livre acesso na internet, na qual formuladores do mundo todo podem simular formulações de protetores solares sem a necessidade de gastar tempo na bancada preparando as fórmulas e fazendo testes”.

Otimização do processo produtivo

A tecnologia está presente para otimizar o processo produtivo, agregar valor aos produtos, respeitar o meio ambiente e reduzir custos. Segundo o especialista, há o desenvolvimento de soluções para as mais diversas aplicações, com foco nos processos de fabricação dos clientes.

“Sistemas emulsionantes e dispersões poliméricas podem substituir tecnologias mais antigas na produção de emulsões (cremes, loções, condicionadores) que precisam ser aquecidas até cerca de 70º C. Imagine a economia de energia e tempo de operação para aquecer e resfriar 5, 10, 20 toneladas de um produto cosmético”, salienta.

Outro exemplo, acrescenta Bim, são filtros solares dispersíveis ou líquidos que podem ser empregados na produção de protetores solares também a frio.

Internet das Coisas (IoT)

As inovações na indústria cosmética também estão presentes na experiência de consumo das pessoas com a Internet das Coisas (IoT). “A tecnologia está na utilização direta dos produtos pelos consumidores finais — seja por meio de um aplicativo que simula a cor dos cabelos antes de uma coloração ser aplicada, seja por um device que avalia e sugere um tratamento específico”, exemplifica o especialista em inovação no segmento de cosméticos da BASF.

Aproximação com startups

As tecnologias da indústria cosmética podem ser desenvolvidas a partir de uma aproximação maior com startups. “Temos visto uma série de startups surgirem no ecossistema brasileiro de inovação, mas a maior parte delas aparentemente se concentra na prospecção e desenvolvimento de novos produtos”, diz Bim.

Ele cita alguns polos de inovação, como o Arranjo Promotor de Inovação em Nanotecnologia de Florianópolis (API.nano) e as agências relacionadas às universidades, como Auspin, da Universidade de São Paulo (USP), ou ainda a Inova, dentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“Trabalhar mais próximo das startups é uma maneira de levarmos cada vez mais inovação às nossas soluções. Estamos fazendo a mudança do nosso laboratório de aplicação para São Paulo, em nosso centro de inovação e tecnologia. Assim, conseguimos estar mais perto desse movimento e co-criar com nossos parceiros”, revela o especialista da BASF.

As tecnologias da indústria cosmética não param de avançar e, assim, acirram a competitividade do setor com a inovação nos processos produtivos e em lançamentos — que atendam os anseios dos consumidores e respeitem o meio ambiente.

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Content Team

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